O Portal GMC Online te convida para uma visita ao passado lembrando as histórias de empresas, bares e casas noturnas que não existem mais, mas marcaram gerações em Maringá. Confira:
Sorveteria Bellokikos
O fechamento da Bellokikos esse ano marcou o fim de uma trajetória iniciada em 1977, quando os irmãos Vieira, vindos de Arapongas, abriram a primeira unidade na Avenida São Paulo e, anos depois, a segunda na Avenida Cerro Azul. Sem experiência prévia, apostaram na fabricação própria de sorvetes e, ao lado das esposas, transformaram o negócio em referência, chegando a manter oito lojas na região.

Embora o modelo de franquias não tenha se sustentado, as duas unidades originais resistiram por décadas, garantindo o sustento das famílias e deixando lembranças marcantes para gerações de maringaenses.
A Bellokikos era a terceira sorveteria mais antiga de Maringá ainda em operação, atrás apenas da Sorveteria Beija-Flor, e da Espucreme. Com o tempo, porém, o mercado mudou: surgiram novos concorrentes, como as lojas especializadas em açaí e as gelaterias. Diante de uma proposta no momento certo, os irmãos Vieira decidiram encerrar o ciclo à frente da Bellokikos.
Dionísio bar
Na movimentada Avenida Curitiba, entre as lendárias casas noturnas Car Wash e Nite Club, surgiu no início dos anos 2000 o Dionísio Lounge Bar, que rapidamente se tornou um ponto de encontro da vida noturna maringaense.
Às primeiras horas da noite, o clima era de bar, com mesas espalhadas e apresentações ao vivo que reuniam amigos e criavam o ambiente perfeito para longas conversas. Mas, conforme a madrugada avançava, o espaço se transformava em uma balada pulsante, onde a pista de dança era o centro das atenções.

O encerramento das atividades foi em 2010.
Wood’s Maringá
A Woods Bar, em Maringá, marcou presença na cena noturna da cidade entre 2012 e 2018, como um espaço dedicado à música sertaneja e ao entretenimento de alta qualidade.

A unidade de Maringá da rede de baladas presente em outras partes do país atraiu um público diversificado, ávido por shows de artistas locais e nacionais durante esse período. Posteriormente, houve uma tentativa de reabertura sob o nome Woods UP, mas a iniciativa teve curta duração, encerrando suas atividades após alguns meses.
A Woods Bar, em sua fase original, deixou sua marca no cenário de entretenimento de Maringá com sua arquitetura no estilo rústico-chique, contribuindo para a movimentação da vida noturna local e reforçando a relevância da música sertaneja no panorama cultural da região.
Juscelino
Mas antes da Woods chegar em terras maringaenses, foi fundado em 2006, o Juscelino Acústico Bar. Uma boate com foco nos estilos country e sertanejo que ficava localizado em frente ao Parque do Ingá, na avenida Presidente Juscelino Kubitschek Oliveira.

O local tinha uma área externa toda “cercada” de tábuas com estilo rústico, mas o glamour estava na área interna. Um bar grande bar central, oposto ao palco e duas áreas de camarote nas laterais eram a combinação perfeita para noites de muito sertanejo.
Nas mesas tipo bristrô que ficavam nas laterais da pista, e nos camarotes, o que não faltavam era combos de vodka e whisky com muito energético. Além disso, o xadrez e o chapéu estavam sempre presentes.
Fábrica de Biscoitos Barão
No início dos anos 1980, a Fábrica de Biscoitos Barão produzia mensalmente cerca de 300 mil quilos do produto. Os biscoitos eram distribuídos para os estados do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Instalada na Avenida Colombo, nº 1.462, próximo ao Parque de Exposições, a indústria era administrada pelo casal Odete Barão Duarte e Airton Xenofonte Duarte.

No início da década de 80, a morte dos irmãos Barão chocou a sociedade maringaense.
Churrascaria Guarany
Este registro mostra a Churrascaria Guarany na década de 1960. Segundo relatos, o local era de madeira e tinha uma bela decoração.

O estabelecimento era de propriedade de Cildio Castanho e sua esposa Aurora. Atualmente, o Hotel Golden Ingá funciona no lugar.

Casas Alô Brasil
A unidade da Casas Alô Brasil de Maringá funcionou, inicialmente, na avenida Paraná esquina com a rua Fernão Dias. Como grande atacadista, comercializava e distribuía produtos de secos e molhados para diversos estados. A imagem mostra o estabelecimento em 1977.

Na madrugada de 25 de março de 1984, um incêndio de grandes proporções se alastrou pelos armazéns da empresa. Durante 42 horas de fogo intenso, mercadorias, equipamentos e documentos da empresa foram perdidos. 80 homens do Corpo de Bombeiros trabalharam intensamente sob o comando de Miguel Kfouri Neto – três deles ficaram feridos.
Mesmo com tamanho efetivo que pôde atender rapidamente a ocorrência – o departamento de Corpo de Bombeiros estava, literalmente, ao lado da Casas Alô Brasil – devido as diversas explosões, somente uma forte chuva conseguiu debelar as chamas após quase dois dias. Segundo depoimentos, esse foi considerado um dos maiores incêndios de toda a região de Maringá.
Depois do fato, a empresa transferiu sua unidade para a antiga Zona Industrial, ao lado da Sanbra. Em dezembro, a Alô Brasil fecharia as portas de diversas filiais, incluindo a de Maringá, justificando a crise econômica nacional.
As informações são do projeto Maringá Histórica.