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Caso Luiz Gustavo: desaparecimento completa dois meses 

No dia 4 de janeiro, completaram-se dois meses do sequestro e desaparecimento Luiz Gustavo Mazurquini, de 41 anos, ocorrido em Maringá. O caso segue sem desfecho e agora está sob responsabilidade do Grupo TIGRE, unidade especializada da Polícia Civil do Paraná, sediada em Curitiba.

O delegado Diego Almeida, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Maringá, confirmou que os autos da investigação foram oficialmente remetidos ao Grupo TIGRE, responsável por apurar ocorrências de sequestro e desaparecimento com indícios de restrição de liberdade.

Segundo o delegado, como o corpo da vítima ainda não foi localizado, o caso é tratado tecnicamente como possível sequestro ou desaparecimento forçado, o que justifica a mudança de competência para a equipe especializada. A DHPP de Maringá seguirá prestando apoio, repassando todas as informações já levantadas durante as investigações iniciais.

Imagens reforçam hipótese de sequestro

A Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança que reforçam a suspeita de sequestro. As gravações, mostram Luiz Gustavo sendo fechado por um caminhão-plataforma na manhã de quarta-feira, 4 de novembro, no Conjunto Três Lagoas. Em seguida, um segundo veículo se aproxima, homens armados descem, rendem o empresário e o obrigam a entrar no carro.

Na sequência, os veículos deixam o local em alta velocidade pela marginal do Contorno Norte. As imagens não foram divulgadas à imprensa.

Uma testemunha relatou ao repórter Índio Maringá, da Rede Massa, que dois carros e um caminhão participaram da ação criminosa. Horas antes, Luiz havia sido flagrado por câmeras saindo de casa para levar o filho à escola. Desde então, ele não foi mais visto.

Carro localizado em fundo de vale

Na manhã de segunda-feira (10), o veículo da vítima, um Audi Q3, foi encontrado em um fundo de vale no Conjunto Cidade Alta 2. O carro estava trancado. A presença de grande quantidade de moscas nas proximidades do porta-malas levantou suspeitas, e um chaveiro foi acionado. Apesar disso, nenhum corpo ou objeto ilícito foi localizado.

Peritos do Instituto de Identificação realizaram a coleta de digitais e outros vestígios para exames periciais.

Contato após o desaparecimento e motoboy misterioso

A família informou que Luiz ainda manteve contato com a namorada no dia seguinte ao desaparecimento. Após isso, deixou de responder mensagens e atender ligações.

Outro ponto que chama atenção dos investigadores é o relato de que um motoboy teria ido até a casa dos pais da vítima afirmando que Luiz havia sido sequestrado. O homem estava bastante alterado, saiu rapidamente do local e não forneceu mais informações, o que aumentou o mistério em torno do caso.

Possível ligação com roubos e tentativa de PIX

O delegado Diego Almeida confirmou que uma das linhas de investigação apura uma possível ligação do desaparecimento com roubos de cargas registrados na região, envolvendo eletrônicos, cigarros e drogas. A família, no entanto, nega qualquer envolvimento de Luiz com atividades criminosas.

Também está sendo investigada uma tentativa de realização de PIX utilizando o celular da vítima. A transação foi bloqueada pelo gerente do banco após levantar suspeitas. O valor teria como destino uma pessoa da cidade de Guaíra, o que reforça a hipótese de que Luiz possa ter sido levado para a região de fronteira, possivelmente em direção ao Paraguai.

Investigação segue em andamento

As imagens que mostram o abandono do veículo já estão com os investigadores, que trabalham para identificar o homem flagrado e esclarecer todas as circunstâncias do desaparecimento.

A família pede apoio da população. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais: Disque-Denúncia 181 ou Polícia Militar 190.