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Dono de imobiliária é preso suspeito de aplicar golpes em Maringá

Leonardo da Silva Thiele, de 31 anos, proprietário da Imobiliária Facilita Ingá, foi preso na manhã desta terça-feira (10) em Maringá. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva em aberto, expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Maringá. Após a prisão, Leonardo foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Maringá, onde permanece à disposição da Justiça.

A prisão ocorre após diversas denúncias de golpes envolvendo locação e investimentos imobiliários. Várias vítimas compareceram à Delegacia da Polícia Civil para registrar boletins de ocorrência contra a imobiliária.

Uma das vítimas é a apresentadora Cristina Calixto, que relatou ter confiado um imóvel à imobiliária para administração e locação. Segundo ela, desde a assinatura do contrato passou a enfrentar dificuldades para receber os valores do aluguel. Há cerca de quatro meses, o proprietário da imobiliária teria deixado de repassar os valores pagos pelos inquilinos, acumulando um prejuízo estimado em R$ 40 mil.

Outra vítima, Lucas Gerolamo, afirmou que foi procurado pelo dono da imobiliária para investir na compra de dois apartamentos. De acordo com o relato, ele teria pago aproximadamente R$ 100 mil por um imóvel e R$ 150 mil por outro. A imobiliária entregou documentos referentes à transferência dos imóveis, porém, ao apresentá-los aos verdadeiros proprietários, Lucas descobriu que os documentos seriam falsos, motivo pelo qual também procurou a Polícia Civil.

Uma terceira vítima relatou ter sido atraída por uma proposta de investimento com promessa de rendimento de 10% ao mês. Segundo ele, foram investidos cerca de R$ 20 mil, provenientes da venda de direitos sobre um apartamento. O investidor afirma ter recebido apenas dois pagamentos de R$ 2 mil cada. Após solicitar a devolução do valor aplicado, recebeu apenas R$ 10 mil, permanecendo o restante em aberto.

Outras pessoas também estiveram na delegacia para registrar denúncias, mas optaram por não conceder entrevistas.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura possíveis crimes de estelionato, falsidade documental e apropriação indébita. Segundo a polícia, novas vítimas podem surgir nos próximos dias.

Em entrevista concedida à RIC TV, o proprietário da imobiliária negou as acusações.  Veja abaixo

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