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Empresário que matou a esposa se apresenta à Polícia Civil em Maringá após dias foragido

Eduardo Rocha Belbe, de 43 anos

O empresário maringaense Eduardo Rocha Belbe, de 43 anos, suspeito de matar a companheira, se apresentou no início da madrugada desta sexta-feira (24) no Plantão da Delegacia da Polícia Civil de Maringá, acompanhado de um advogado. Ele era considerado foragido da Justiça após ter a prisão preventiva decretada.

A apresentação ocorreu após dias de buscas e diligências realizadas pelas forças de segurança. A caminhonete utilizada pelo investigado havia sido localizada ainda na noite de quarta-feira (22), na praça da igreja matriz de Florestópolis, na região de Londrina.

O veículo foi visto por um seguidor do site Plantão Maringá, que repassou a informação ao repórter cinematográfico Theddy Gonçalves, levando ao acionamento de equipes policiais de Mandaguaçu e Florestópolis.

Na manhã de quinta-feira (23), uma equipe da Rede Massa esteve no local e registrou imagens do veículo abandonado. A suspeita inicial era de que o empresário pudesse estar escondido na cidade ou em municípios da região.

O caso está relacionado ao assassinato de Miriane Caroline do Carmo, de 32 anos, ocorrido no fim da tarde de terça-feira (21), em Mandaguaçu. O crime é tratado como feminicídio.

De acordo com a Polícia Civil, o casal, que morava em Maringá, estava na cidade visitando familiares da vítima quando uma discussão teve início. Testemunhas relataram que o homem deixou o local após o desentendimento, retornando pouco tempo depois armado.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito abordou a vítima de forma agressiva. Conforme as investigações, ele ainda teria tentado atirar contra a mãe de Miriane, mas a arma falhou. Na sequência, efetuou um disparo que atingiu a vítima no tórax.

Mesmo ferida, Miriane tentou se afastar, mas caiu na via pública e morreu antes da chegada do socorro. Equipes do Samu foram acionadas e apenas puderam constatar o óbito.

As investigações apontam ainda que o relacionamento durava cerca de dez meses e que havia registros anteriores de violência doméstica. Miriane deixa cinco filhos.

A Polícia Civil do Paraná dará continuidade aos procedimentos investigativos, agora com o interrogatório do suspeito, para esclarecer completamente o caso.