Sem citar nomes, a diretoria de Comunicação da Câmara de Maringá confirmou na manhã desta quarta-feira, 6, que recebeu uma denúncia envolvendo um membro da Casa e que o caso será investigado. A denúncia, conforme apurado, foi protocolada por um ex-assessor da vereadora Professora Ana Lúcia (PDT), Vinicius Emanuel Felice de Oliveira Franco.
Na denúncia, Vinicius Franco teria dito ter sido vítima de assédio moral e sofrido pressão para repassar à vereadora parte dos subsídios que recebia. O conteúdo da denúncia é sigiloso e, segundo o denunciante, a mesma acusação também foi encaminhada para o Ministério Público do Paraná, sem especificar para qual Promotoria.
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Também por meio de nota, o advogado da vereadora, Marco Alexandre Souza Serra nega “veementemente a prática de ‘rachadinha’ ou a existência de qualquer benefício pessoal da parlamentar sobre vencimentos de assessores”. E que, “quanto à acusação de assédio moral, esta é igualmente improcedente e destituída de fundamento”.
No início do atual mandato da vereadora, Vinicius Franco foi Assessor de Gabinete, com subsídios de R$ R$ 7,3 mil. Depois se desligou do Gabinete e foi morar em Curitiba. Retornou à Maringá quando foram criados os novos 25 cargos comissionados, assumindo o cargo de Assessor Parlamentar, com subsídios de R$ 9,7 mil.
Íntegra da nota da defesa
A defesa da vereadora Professora Ana Lúcia, que é pré-candidata a deputada estadual, encaminhou a seguinte nota à imprensa:
“A assessoria jurídica da vereadora Professora Ana Lúcia vem a público esclarecer que, até o presente momento, não teve acesso a qualquer denúncia protocolada junto aos órgãos competentes, causando profunda estranheza que alegações dessa natureza sejam difundidas em canais de imprensa e redes sociais antes mesmo de serem submetidas ao devido processo legal. Tal prática sugere uma clara tentativa de desgaste político e de antecipação de um julgamento público sem qualquer base em provas concretas.
Negamos veementemente a prática de “rachadinha” ou a existência de qualquer benefício pessoal da parlamentar sobre vencimentos de assessores. O termo, utilizado de forma maliciosa, pressupõe o desvio de verbas públicas para o patrimônio particular do agente político, o que jamais ocorreu, uma vez que a conduta da parlamentar sempre foi pautada pela ética e pelo estrito cumprimento da legalidade no exercício de seu mandato.
Quanto à acusação de assédio moral, esta é igualmente improcedente e destituída de fundamento. O desligamento do ex-assessor VINICIUS EMANUEL FELICE DE OLIVEIRA FRANCA decorreu do exercício legítimo do poder discricionário de exoneração, inerente aos cargos de confiança, motivado por critérios técnicos e pela quebra de confiança necessária para a continuidade do trabalho no gabinete.
Diante da gravidade das falsas acusações e dos ataques à honra da parlamentar, informamos que já estão sendo adotadas as medidas cabíveis, de natureza judicial ou não.
A parlamentar permanece à disposição das autoridades e confia que a justiça restabelecerá a verdade dos fatos.
Maringá, 06 de maio de 2026.
Marco Alexandre Souza Serra
Advogado OAB 29667/PR“
Nota emitida pela Câmara
A Diretoria de Comunicação Social da Câmara de Maringá encaminhou a seguinte nota à imprensa:
“A Câmara Municipal de Maringá acusa o recebimento do protocolo registrado nesta Casa em 05 de maio de 2026, confirmando sua regular autuação e encaminhamento aos setores competentes para análise técnica e jurídica.
O pedido de sigilo formulado pela requerente será observado nos termos da Lei Federal n.º 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação), sendo adotadas as medidas de restrição de acesso compatíveis com as hipóteses legais aplicáveis.
A requerente será formalmente comunicada sobre os encaminhamentos cabíveis após a conclusão da análise interna, observados o Regimento Interno desta Casa e a legislação vigente.
Diretoria de Comunicação Social
Câmara de Vereadores de Maringá“


