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Gaeco de Maringá desarticula organização criminosa que fabricava anabolizantes em laboratório clandestino e simulava grife europeia

O Núcleo Regional de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 15 de abril, a Operação Alquimia, que tem como objetivo desarticular uma sofisticada organização criminosa voltada à fabricação clandestina, adulteração e comercialização ilegal de anabolizantes, além da prática de lavagem de dinheiro. O grupo, que atuava há cerca de cinco anos, teria obtido lucro anual estimado em R$ 2,5 milhões, conforme apurado nas investigações.

As medidas judiciais, expedidas pela 4ª Vara Criminal de Maringá, incluem 16 mandados de busca e apreensão domiciliar e em estabelecimentos comerciais, nove de busca pessoal, além da prisão temporária de dois suspeitos apontados como líderes do esquema. Também foram determinadas medidas de sequestro de veículos de luxo e bloqueio de ativos financeiros até o limite de R$ 12 milhões.

As ordens ainda estão sendo cumpridas, mas, até o momento, foram registradas quatro prisões em flagrante, e cinco pessoas foram conduzidas à delegacia. Também foram apreendidas quantidades significativas de anabolizantes e uma estufa de maconha.

Esquema – As investigações tiveram início em abril de 2025 e identificaram um modus operandi que enganava consumidores e inflacionava preços por meio da criação de uma marca fraudulenta. O grupo utilizava designers e gráficas para produzir rótulos, bulas e embalagens com aparência de produtos legítimos, simulando origem europeia para conferir um caráter “premium” aos itens.

Na prática, a produção ocorria em laboratórios improvisados e ambientes domésticos, sem condições mínimas de higiene ou controle sanitário. Em um dos locais, o preparo dos anabolizantes era feito em banho-maria, sobre fogão doméstico, com uso de óleos culinários e de massagem na manipulação de substâncias injetáveis.

A organização mantinha uma estrutura capilarizada, com rede de distribuição ativa em diversas cidades, como Maringá, Londrina, Arapongas, Cambé e Santo Antônio da Platina, onde foram cumpridas as ordens judiciais. Os produtos eram destinados a centenas de usuários, principalmente em academias e centros de artes marciais, mas também alcançavam o varejo farmacêutico e clínicas de estética, onde eram aplicados sob a aparência de tratamentos de alta performance, representando risco à saúde pública.