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Levantamento do Plantão Maringá aponta 46 mortes no trânsito de Maringá em 2025

Um levantamento exclusivo realizado pelo Plantão Maringá revela um cenário mais grave do trânsito de Maringá em 2025 do que o apresentado nos números oficiais. Ao todo, 46 mortes foram analisadas ao longo do ano, incluindo óbitos ocorridos em vias de responsabilidade Federal, como a Avenida Colombo e o Contorno Norte, além de casos em que as vítimas faleceram após mais de 60 dias de internação hospitalar — situações que não entram nas estatísticas da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), que contabilizam 33 mortes. 

Os dados, organizados com base em registros jornalísticos, boletins de ocorrência e informações hospitalares, apontam para um padrão preocupante de violência viária, especialmente envolvendo motociclistas, homens jovens e grandes avenidas.

Novembro lidera número de mortes

A análise mensal mostra que novembro foi o mês mais letal, com 10 mortes, o equivalente a 21,7% de todos os óbitos registrados no ano. Fevereiro, maio e julho aparecem na sequência, com seis mortes cada. Agosto e dezembro tiveram apenas um caso cada.

Fotos de Levantamento do Plantão Maringá aponta 46 mortes no trânsito de Maringá em 2025

Finais de semana concentram tragédias

Quando observados os dias da semana, os sábados concentram mais de um quarto das mortes (12 casos – 26,1%). Domingos e quintas-feiras também apresentam índices elevados. Já as quartas-feiras registraram o menor número de ocorrências fatais.

Fotos de Levantamento do Plantão Maringá aponta 46 mortes no trânsito de Maringá em 2025

Tarde é o período mais perigoso

O levantamento indica que a tarde concentra 41,3% das mortes, sendo o período mais perigoso do trânsito maringaense em 2025. Noite (26,1%) e manhã (21,7%) aparecem na sequência, enquanto a madrugada respondeu por 10,9% dos casos.

Fotos de Levantamento do Plantão Maringá aponta 46 mortes no trânsito de Maringá em 2025

Motociclistas são metade das vítimas

O tipo de vítima reforça um problema já conhecido: 23 das 46 mortes envolveram motociclistas, o que representa 50% do total. Pedestres aparecem em segundo lugar, com 10 mortes (21,7%), seguidos por ocupantes de automóveis (19,6%). Também foram registrados óbitos envolvendo caminhão, ciclista e moto elétrica.

Em quatro ocorrências, houve envolvimento de ônibus do transporte coletivo urbano (TCCC), representando 8,7% das mortes.

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Homens jovens são as principais vítimas

Os homens representam 78,3% das vítimas fatais (36 mortes). A faixa etária mais atingida é a de 20 a 29 anos, com 12 óbitos, seguida por pessoas entre 50 e 59 anos. O levantamento também contabiliza mortes de crianças e idosos, mostrando que o risco atinge todas as idades.

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Grandes avenidas lideram incidência

Entre as vias com maior número de mortes, o destaque negativo é a Avenida Colombo, apontada como a mais letal do ano. Também aparecem com frequência o Contorno Norte, a Avenida Prefeito Sincler Sambatti (Contorno Sul), a Avenida Morangueira e a Avenida das Palmeiras — corredores de tráfego intenso e altas velocidades.

Dados além da estatística oficial

O Plantão Maringá destaca que parte dessas mortes não consta nos dados da Semob, seja por ocorrerem em rodovias estaduais que cortam a cidade, seja porque as vítimas faleceram semanas ou meses após o acidente. Para especialistas, essa diferença evidencia a necessidade de integração entre dados municipais, estaduais e hospitalares, a fim de retratar a real dimensão da violência no trânsito.

Alerta

Outro dado relevante do levantamento exclusivo do Plantão Maringá diz respeito ao local onde as vítimas faleceram. Das 46 mortes analisadas em 2025, 25 pessoas (54,35%) morreram ainda no local do acidente, antes da chegada ou durante o atendimento das equipes de resgate. Já 21 vítimas (45,65%) chegaram a ser socorridas, mas não resistiram aos ferimentos e morreram posteriormente em unidades hospitalares.

Ao todo, o levantamento contabiliza 46 óbitos, correspondendo a 100% dos casos analisados. O número expressivo de mortes no local reforça a gravidade dos acidentes registrados na cidade, muitos deles envolvendo altas velocidades, impactos violentos e motociclistas — grupo mais vulnerável no trânsito maringaense.

Esse recorte também ajuda a explicar por que parte das ocorrências não aparece nas estatísticas oficiais, uma vez que os óbitos hospitalares, principalmente aqueles que acontecem semanas ou meses após o acidente, nem sempre são incorporados aos balanços municipais.

Fotos de Levantamento do Plantão Maringá aponta 46 mortes no trânsito de Maringá em 2025