A Justiça Federal determinou que o médico Jamal Ali Mohamad Abou Fares, ex- vereador de Maringá, cumpra a pena de 13 anos, 11 meses e 22 dias em regime fechado, a que foi condenado por estelionato contra a União e o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
O médico foi denunciado em 2018 pelo Ministério Público Federal. Ele foi acusado de apresentar atestados médicos falsos e fraudar o ponto eletrônico para atender em clínica particular no horário em que deveria dar expediente do Sistema Único de Saúde (SUS).
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Os crimes foram cometidos em Maringá e Sarandi. Em Maringá, Jamal atuava no Programa Estratégia Saúde da Família e em Sarandi era contratado pelo Programa Mais Médicos, do Governo Federal.
O ex-secretário de Saúde de Sarandi, Márcio Manoel de Souza, relembra que em duas ocasiões flagrou a irregularidade. “Ele apresentava atestados médicos e deixava de atender aos nossos pacientes. E já conhecendo um pouco do histórico, e chegou para nós também, ao nosso conhecimento, que ele estava atendendo em uma clínica particular em Maringá, e também estava atendendo no ambulatório de uma empresa no município de Mandaguari. E num dia que ele apresentou o atestado, eu me desloquei até a cidade de Mandaguari, com mais duas servidoras concursadas, para ter elas como testemunha, e lá no ambulatório flagramos ele em atendimento” diz Souza.
“Ele quis se esquivar. Eu pedi para ele se desligar do programa Mais Médicos. Ele falou que não, que não iria fazer. Até teve um tom de ameaça para mim. Só que isso não me amedrontou, e dali mesmo eu me dirigi até a delegacia da Polícia Civil, e registrei um boletim de ocorrência. Passado dois dias eu fiz um segundo flagrante nessa clínica em Maringá. Elaboramos um outro boletim de ocorrência, e com isso houve o desligamento do Mais Médicos”, completou.
Jamal Mohamad está preso na Penitenciária de Maringá. A reportagem tenta contato com a defesa dele.


