Uma ação integrada entre a Polícia Civil do Paraná (PCPR), Polícia Militar do Paraná (PMPR) e Guarda Civil Municipal (GCM) resultou na prisão do apontado mandante do triplo homicídio ocorrido no Jardim Verão, em Sarandi. Batizada de Operação Leviatã, a ofensiva foi deflagrada neste sábado (30) e representa uma resposta contundente das forças de segurança ao crime que chocou toda a região.

Com o avanço das investigações, dois dos três envolvidos no atentado já foram identificados e presos. O primeiro foi Paulo Rogério Aparecido Surany, de 36 anos, apontado como responsável pela logística da ação criminosa e pelo transporte do atirador. Ele havia sido preso no último dia 27.
Você pode se interessar por: Empresa de Maringá lança Curso Online para Ensinar Como Faturar de R$ 5.000 a R$ 20.000 por Mês com Inteligência Artificial.

Neste sábado, as equipes policiais localizaram e prenderam Gabriel Vitor Surany, de 25 anos, apontado como mandante do crime. Durante o cumprimento das ordens judiciais, ele também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas após a apreensão de uma grande quantidade de entorpecentes em imóveis ligados ao investigado.

O terceiro envolvido, identificado como Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, é apontado como o autor dos disparos. Contra ele já existe um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, e o suspeito permanece foragido.

Crime teve origem a disputa pelo tráfico de drogas
As investigações apontam que o triplo homicídio ocorreu na noite de 22 de maio, em um comércio recém-inaugurado na Rua das Rosas, no Jardim Verão, em Sarandi.
De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime está relacionada a uma disputa territorial pelo tráfico de drogas. Gabriel Vitor Surany seria o responsável pela comercialização de entorpecentes na região e teria ordenado a execução de um casal suspeito de vender drogas no bairro sem autorização da organização criminosa.
Ainda segundo as apurações, Paulo Rogério Aparecido Surany teria auxiliado na logística e contratado Jhonatan Sales dos Santos para executar o atentado. Após receberem informações de que os alvos estariam em um bar na Rua das Rosas, Paulo levou o atirador até o local e indicou o estabelecimento.
No entanto, em um erro fatal de execução, o criminoso desceu a rua em vez de subir e entrou em um comércio onde familiares se reuniam para celebrar a inauguração do estabelecimento, que aconteceria oficialmente no dia seguinte. No local, o atirador sacou uma pistola e efetuou diversos disparos contra pessoas que não tinham qualquer ligação com o tráfico de drogas.
A ação criminosa resultou na morte de Rafael Moreira do Amaral, de 37 anos, sua esposa, Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos, e do adolescente Matheus Souza do Amaral, de apenas 15 anos. As vítimas eram trabalhadoras e pertenciam à mesma família.

Drogas, ecstasy e estrutura de distribuição apreendidos
Durante as buscas realizadas nos endereços ligados ao mandante, policiais civis e equipes do Choque da Polícia Militar apreenderam uma grande estrutura utilizada para armazenamento e distribuição de drogas.
Foram encontrados aproximadamente um quilo de cocaína, mais de 11 quilos de maconha, 146 gramas de haxixe, 46 frascos de vapers contendo THC, mais de 3 mil comprimidos de ecstasy e cerca de 200 gramas de MDMA puro.
As equipes também apreenderam solventes, uma munição calibre 9 milímetros, seis balanças de precisão, uma seladora a vácuo, milhares de embalagens utilizadas para fracionamento de drogas, máquinas de cartão e aparelhos celulares.
Segundo as autoridades, o material apreendido representa um prejuízo milionário para a organização criminosa.
Estado retoma o controle do território
A Polícia Civil destacou que o sucesso da operação contou com o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário, que atuaram de forma célere na concessão das medidas cautelares necessárias para o avanço das investigações.
O nome da operação faz referência ao conceito filosófico do “Leviatã”, símbolo da autoridade legítima do Estado na manutenção da ordem pública. Para as forças de segurança, a operação representa a reafirmação de que organizações criminosas não terão espaço para atuar acima da lei.
O delegado José Pacheco ressaltou que a prisão dos envolvidos representa uma resposta à sociedade e aos familiares das vítimas.
“A Operação Leviatã é a resposta firme que o Estado devia a esta comunidade e à memória desta família trabalhadora. Graças à união entre a Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal, o crime está esclarecido. O principal mandante e o responsável pela logística já estão presos, e as diligências continuam de forma ininterrupta para localizar e prender o atirador que permanece foragido”, afirmou.
Os investigados presos foram encaminhados ao sistema penitenciário e responderão pelos crimes de homicídio qualificado e tráfico de drogas. As buscas pelo executor dos disparos seguem em andamento.











