Após três dias de buscas, a Polícia confirmou neste domingo, 15, a morte da menina venezuelana de 8 anos, sequestrada na última quinta-feira, 12, por Daniel Luiz Ferrari, de 33 anos. O corpo da criança foi encontrado em uma área rural do município de São Manoel do Paraná, próximo à margem do Rio São João, na localidade conhecida como Farinheira, e já apresentava sinais de decomposição.

O suspeito pelo sequestro morreu em confronto com a Polícia Militar no mesmo dia. Segundo as autoridades, ele reagiu à abordagem, investindo com uma faca contra um dos policiais, que efetuou disparos para neutralizá-lo. Nenhum policial se feriu durante a ação.

Em entrevista, Wagner Quintão, delegado da Mulher e do Nucria de Cianorte, detalhou a operação. “Infelizmente, recebemos uma notícia triste. A vítima foi localizada sem vida, e os detalhes sobre possíveis sinais de violência serão confirmados pelo Instituto de Criminalística”, disse Quintão.
O delegado ressaltou que a investigação contou com Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e equipes especializadas da Polícia Civil de Curitiba, usando cães farejadores, drones com sensor térmico e outros equipamentos. “Foram três dias de diligências exaustivas, com equipes em campo e apoio tecnológico, para tentar localizar a criança”, afirmou.
O corpo da menina foi removido para o IML, onde exames complementares serão realizados para verificar se houve violência física ou sexual. Novas informações sobre a dinâmica do crime serão divulgadas após a conclusão da perícia e do inquérito policial.

Entenda o caso
O crime começou na tarde de quinta-feira, 12, quando Daniel Ferrari invadiu a casa da ex-companheira, grávida de aproximadamente sete meses, e a atacou com golpes de faca. A mulher foi socorrida e passou por cirurgia, sem necessidade de antecipação do parto.
Após o ataque, ele fugiu levando a menina, filha de sua atual namorada, em um veículo Del Rey azul. O carro foi encontrado abandonado em área rural na manhã de sexta-feira, 13, intensificando o cerco policial. Durante os dias seguintes, Daniel esteve na casa dos pais e chegou a afirmar que “fez uma besteira”, antes de fugir novamente ao perceber a aproximação das equipes.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, Daniel tinha antecedentes por tráfico de drogas, lesão corporal e violência doméstica, e já havia sido suspeito de homicídio. A mulher atacada possuía medida protetiva em vigor e já havia registrado boletins de ocorrência contra ele.
Com informações do OBemdito.