
Os 50 cargos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Maringá foram extintos. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Saúde, Antônio Carlos Nardi, na manhã desta quinta-feira, 8, em reunião com a maioria dos servidores atingidos pela medida.
Os servidores do Samu de Maringá serão demitidos e, segundo o secretário de Saúde, todos vão receber as indenizações previstas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A partir da notificação verbal feita nesta manhã, o pessoal passa a cumprir 30 dias de aviso prévio.
Antônio Carlos Nardi disse que recebeu a garantia do Consórcio Público Intermunicipal de Gestão da Amusep (Proamusep) que os serviços prestados pelo Samu em Maringá “permanecerão sendo realizados sem qualquer prejuízo à população”.
Consórcio se preparou
O diretor-técnico do Samu Regional, Etore Moscardi, explicou que, devido à decisão judicial do Ministério Público do Trabalho, em agosto de 2025, o Consórcio vinha se preparando para a extinção dos 50 cargos de Maringá.
Acrescentou que os médicos do Samu de Maringá já haviam sido contratados em regime diferente, de 12h por 36h. “Dos 50, sete são médicos e outros seis já estavam afastados por motivos variados. E nós já temos uma reserva técnica do último concurso público para suprir a demanda”, disse Etore.
Antônio Carlos Nardi reforçou que a extinção dos 50 cargos se fez necessária por decisão da Justiça do Trabalho: “Os servidores do Samu de Maringá são celetistas, e não estatutários. Quando prestaram o concurso, em 2004, o regime de trabalho estabelecido foi o de 8 horas diárias”.
No entanto, por decisão da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), o regime de trabalho de todo o pessoal do Samu regional passou a ser de 12h diárias e 36h de folga. “Com isso, servidores de Maringá passaram a fazer 4 horas-extras por dia, o que provocou a Justiça do Trabalho”. disse Nardi.
Segundo Nardi afirmou na reunião desta manhã com cerca de 30 servidores do Samu, realizada na sede do Cisamusep em Maringá, a Justiça do Trabalho notificou a prefeitura sobre as irregularidades e cobrou providências em agosto do ano passado.
Sindicato vai à Justiça
A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (SISMMAR), Iraídes Baptistoni, que esteve na reunião, disse que não foi convidada e ficou sabendo do encontro pelos servidores do Samu. Assim que a reunião terminou, ela e os advogados da entidade e se dirigiram ao Ministério Público do Trabalho.
“Temos trabalhadores no Samu que estão lá desde 2004. Agora estamos indo no Ministério Público do Trabalho para buscar informações, mas já adianto que vamos mover ações trabalhistas individuais e coletivas”, afirmou Iraídes.
VIA GMC-ONLINE
