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Prefeitura se pronuncia sobre futuro do Sancor Maringá; leia a nota

A Prefeitura de Maringá se posicionou, nesta quarta-feira, 8, sobre as negociações pela permanência do Sancor Maringá na cidade. A administração municipal não havia se manifestado desde o dia 30 de março, quando pediu novos detalhamentos da proposta enviada pela equipe no dia 27 de março.

Em nota, a Prefeitura de Maringá informou que está realizando uma análise técnica para atender as solicitações do Sancor Maringá, “sempre observando os critérios legais e orçamentários”. O município também destacou que “mantém diálogo permanente com o time de vôlei”.

À reportagem, o Sancor Maringá disse que foi procurado pela Prefeitura nesta quarta e que uma reunião entre as partes tem previsão de acontecer na próxima segunda-feira, 13.

O Sancor Maringá pede o apoio da Prefeitura com o repasse de R$ 500 mil por ano, que seriam direcionados para os custos operacionais da equipe. A proposta contou com aceno positivo do prefeito Silvio Barros, que se colocou à disposição para buscar apoio junto à iniciativa privada.

De acordo com a nota enviada à reportagem, a administração municipal tem atuado na articulação com patrocinadores e captação de recursos para projetos esportivos na cidade, assim como prestado apoio logístico e de transporte às equipes para a disputa de competições.

Leia a nota da Prefeitura de Maringá na íntegra:

“A Prefeitura de Maringá informa que mantém diálogo permanente com o time de vôlei Sancor Seguros e já vem adotando medidas de apoio dentro das possibilidades legais. Neste momento, o município atua na intermediação de captação de recursos por meio de incentivos fiscais, incluindo a destinação de Imposto de Renda para projetos esportivos, além da articulação com potenciais patrocinadores. Também tem prestado apoio logístico, como auxílio no transporte da equipe para competições. Paralelamente, a administração municipal realiza análise técnica de outras formas de apoio solicitadas pela equipe, sempre observando os critérios legais e orçamentários.”

Entenda o caso

A reivindicação da equipe de vôlei feminino junto ao município de Maringá se deu após uma proposta da Prefeitura de Londrina para que o time se transferisse para a cidade vizinha, a fim de representá-la na próxima edição da Superliga. A proposta de Londrina engloba a disponibilização de toda a estrutura necessária, além de incentivo financeiro “muito maior que o pedido pelo time à Prefeitura de Maringá”, segundo o técnico e gestor Aldori Junior. Os valores, no entanto, não foram revelados.

Atualmente, a administração de Maringá não realiza nenhum repasse à equipe profissional de vôlei. O auxílio, no valor de R$ 450 mil anuais, é repassado à Amavôlei, projeto social que atende mais de 400 crianças na cidade e funciona como categorias de base do time profissional.

À reportagem, a Prefeitura de Londrina afirmou que não estabeleceu um prazo para o Sancor Maringá responder à proposta de transferência, e que segue aguardando as definições entre time e Prefeitura de Maringá.

Esportivamente, o Sancor Maringá já iniciou o planejamento para a próxima temporada. Na sexta-feira, 3, a equipe foi superada pelo Minas nas quartas de final da Superliga, e deu adeus à competição.

Por que o Sancor Maringá pede apoio da Prefeitura de Maringá?

A receita do Sancor Maringá é decorrente de patrocínios privados. Com esse orçamento – um dos mais baixos da Superliga -, a equipe paga os salários das atletas e dos funcionários e todos os custos operacionais. O time também conta com parcerias institucionais que fornecem materiais e serviços.

A reivindicação da equipe perante à Prefeitura é para o apoio financeiro que possa custear a operação, que engloba os gastos com transporte, logística, hospedagem, alimentação, fisioterapia e outros. Com o recurso público, a diretoria do Sancor Maringá passaria a remanejar a receita de patrocínio, direcionando-a para o pagamento de funcionários e maior investimento na equipe.

— A gente busca a parte operacional. A nossa tem um custo relativamente baixo, mas que a gente tira do que a gente tem de patrocínio para pagar o operacional e a gente não consegue onerar e fazer toda a estrutura com os nossos profissionais, com a nossa infraestrutura. E é isso que nós estamos buscando da Prefeitura para poder ficar aqui em Maringá. […] Com o valor que eu gasto com essas estruturas, eu consigo remanejar do patrocínio para pagar os nossos profissionais. […] Hoje nós tiramos do que a gente poderia investir numa equipe, até melhorar e reforçar nossa equipe, para manter com o mínimo os nossos profissionais e a nossa estrutura — explicou Aldori Junior. O time de vôlei conta com aproximadamente 17 funcionários que, segundo o técnico, têm o trabalho no clube como um segundo emprego, recebendo uma ajuda de custo pela atividade.

— Todo mundo aceitou trabalhar por esse valor muito pequeno por um sonho. Isso foi crescendo, foi se consolidando, passou-se para o segundo ano e os profissionais continuaram acreditando que mais pra frente a gente ia conseguir se consolidar, se organizar. E nós estamos há cinco anos numa competição que é a maior do Brasil, de esporte olímpico, que é uma das maiores do mundo e nós profissionais continuamos trabalhando com ajuda de custo — disse o treinador.

— Queremos condições mínimas de trabalho para os nossos profissionais. […] Nós temos muito a intenção de ficar aqui em Maringá.

Fotos de Prefeitura se pronuncia sobre futuro do Sancor Maringá; leia a nota

Via GMC-online