Uma leitoinha de apenas dois meses tem chamado a atenção dos moradores de Mandaguaçu, na região de Maringá. Batizada de Pink, ela conquistou a cidade por seu comportamento incomum: segue o tutor por todos os lados, reconhece sua voz e demonstra um forte vínculo afetivo, como se fosse um cachorro.
O enfermeiro Wagner Muller recebeu a porquinha como presente de aniversário no mês de maio. Apaixonado por animais desde criança, ele conta que sempre sonhou em criar um porquinho alimentado na mamadeira.
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Desde que chegou à família, Pink se adaptou rapidamente à rotina da casa e criou uma ligação especial com o tutor.
“Ela é igual a um cachorro. Onde eu vou, ela vai atrás.”
O nome surgiu de forma espontânea durante uma visita a uma loja e acabou se tornando definitivo. Desde então, a pequena porquinha virou atração por onde passa. Quando Wagner sai com ela no colo, é comum moradores pedirem para tirar fotos.
Inteligência impressiona
Além do apego ao tutor, Pink chama atenção pela inteligência. Wagner afirma que ela reconhece sua voz, identifica seu cheiro e conhece perfeitamente a rotina da casa.
Segundo ele, basta caminhar em direção à cozinha para que a leitoinha corra atrás, sabendo que é hora da mamadeira.
Cuidados de um bebê
Com apenas dois meses de vida, Pink ainda depende de alimentação especial.
Atualmente, ela pesa cerca de 3,5 quilos e recebe mamadeira várias vezes ao dia. Durante a madrugada, Wagner chega a acordar três ou quatro vezes para alimentá-la.
Além disso, faz parte da rotina dar banho, secar a porquinha e acompanhar todos os seus cuidados diários.
“É como cuidar de um bebê.”
Pode chegar a quase 200 quilos
Apesar do tamanho atual, Pink deve crescer bastante. Segundo Wagner, a mãe da leitoinha pesa entre 180 e 200 quilos, o que indica que ela poderá atingir porte semelhante quando adulta.
Por esse motivo, o tutor já planeja levá-la futuramente para a propriedade rural da família, em Mandaguaçu, onde haverá espaço suficiente para que ela viva com conforto.
Vínculo emocional
O apego entre os dois é tão grande que Pink não gosta de ficar sozinha. Sempre que Wagner sai de perto, ela começa a gritar procurando pelo tutor.
Em uma das situações lembradas por ele, após sair rapidamente para colocar o lixo para fora, encontrou a porquinha deitada sobre seu travesseiro.
“Ela conhece o meu cheiro.”
Amor pelos animais
Pink não é o primeiro animal criado por Wagner. Ao longo da vida, ele já cuidou de cachorros, carneiros, ovelhas, cavalos, pavões, gansos, marrecos, galinhas japonesas e vacas.
Ele lembra com carinho da ovelha Cecília, criada na mamadeira, que também o acompanhava em passeios de carro, como um cachorro.
Segundo Wagner, seu maior sonho sempre foi viver cercado por animais.
“Se eu pudesse montar um zoológico e trabalhar dentro dele, esse seria o meu sonho.”
Rotina mudou completamente
A chegada de Pink transformou o dia a dia do enfermeiro. Como trabalha em atendimento domiciliar e também frequenta o sítio da família, ele consegue conciliar a rotina profissional com os cuidados da porquinha.
Mesmo assim, admite que já pensa com tristeza no momento em que precisará levá-la definitivamente para a propriedade rural.
“Ela vai ficar bem. Eu que vou sentir.”
Futuro pode incluir um mini pig
Pensando em continuar tendo um porquinho dentro de casa, Wagner já considera adquirir um mini pig quando Pink estiver grande demais para permanecer na residência. Segundo ele, já pesquisou os valores e pretende realizar esse sonho no futuro.
Porcos também podem ser animais de estimação
Especialistas destacam que porcos podem ser criados como pets, desde que recebam alimentação adequada, acompanhamento veterinário, manejo correto e espaço suficiente para seu desenvolvimento.
Além disso, estudos apontam que os porcos estão entre os mamíferos mais inteligentes, apresentando boa memória, facilidade para aprender rotinas, reconhecer pessoas e criar fortes vínculos com seus tutores, características que ajudam a explicar o comportamento carinhoso e companheiro de Pink.






