Uma discussão entre um advogado criminalista e um cliente terminou em homicídio no fim da noite desta terça-feira (19), na Rua Tietê, Zona 7, em Maringá. O crime mobilizou equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Científica e Polícia Civil.
De acordo com informações apuradas no local, o advogado estava no apartamento da vítima consumindo bebidas alcoólicas quando o suspeito, já bastante alterado, começou a esmagar comprimidos de Ritalina e cheirar a substância. A Ritalina, medicamento à base de metilfenidato utilizado no tratamento do TDAH, atua como estimulante do sistema nervoso central.
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Após o consumo da droga, o advogado teria apresentado comportamento extremamente agressivo e iniciado uma discussão com o cliente. Durante o desentendimento, ele pegou uma faca de cozinha e passou a desferir diversos golpes contra a vítima, que caiu inconsciente dentro do imóvel. Mesmo com o homem já caído, o suspeito continuou o ataque.
A ex-companheira e a filha da vítima tentaram conter o agressor e entraram em luta corporal para evitar que ele continuasse as agressões. Segundo a Polícia Militar, o advogado também tentou atacar as duas mulheres, mas elas conseguiram escapar. Durante a confusão, a ex-companheira da vítima utilizou uma panela de pressão para atingir o suspeito na cabeça.
Após cometer o crime, o advogado tentou fugir do apartamento, porém passou mal no corredor do prédio, sofreu uma convulsão e caiu. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros prestaram atendimento no local. O suspeito foi intubado ainda no prédio e encaminhado em estado grave ao hospital, permanecendo sob escolta policial. Assim que receber alta médica, deverá ser conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Maringá.
O local do crime foi isolado para os trabalhos da Polícia Científica. Após a perícia, o corpo da vítima foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Maringá.
Ainda conforme informações da polícia, a vítima havia deixado o sistema prisional há cerca de dois meses e respondia a processos relacionados à Lei Maria da Penha. O advogado acompanhava juridicamente os casos do homem e, com o passar do tempo, os dois desenvolveram amizade, passando a frequentar bares e consumir bebidas alcoólicas juntos. A relação terminou de forma trágica e violenta.


