A família de Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, moradora de Maringá, entrou com novos pedidos na Justiça após o corpo localizado na região do Porto Tigre, em Nova Londrina, no noroeste do Paraná, apresentar indícios de que possa ser da idosa desaparecida há aproximadamente um mês.
As atualizações sobre o caso foram divulgadas inicialmente pela RIC Record Maringá e posteriormente confirmadas junto à defesa da família e às equipes envolvidas na investigação. Segundo a advogada da família, Josiane Monteiro Bichet, os exames iniciais realizados para identificar oficialmente a vítima não foram conclusivos. A identificação pelas impressões digitais não foi possível devido ao avançado estado de decomposição do corpo, e a análise da arcada dentária também não apresentou elementos suficientes para a confirmação da identidade.
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Diante disso, familiares realizaram a coleta de material genético no Instituto Médico-Legal (IML) de Paranavaí para a realização do exame de DNA, que deverá confirmar oficialmente se o corpo encontrado pertence a Eulália.
Enquanto aguarda o resultado da perícia genética, a defesa da família decidiu solicitar judicialmente a liberação do corpo para que os familiares possam realizar as últimas despedidas antes mesmo da conclusão do exame.
Além disso, a advogada protocolou um requerimento solicitando novas buscas na região onde o corpo foi localizado, incluindo a utilização de equipamentos como sonar para varredura subaquática na tentativa de localizar objetos pessoais que possam contribuir com as investigações, como bolsa, telefone celular ou outros pertences da idosa.
Corpo foi encontrado por pescador em área de difícil acesso
O corpo foi localizado na terça-feira (14) por um pescador nas margens do rio Iutita, na região conhecida como Porto Tigre, a aproximadamente 23 a 25 quilômetros da área urbana de Nova Londrina.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o local apresentava difícil acesso e exigiu uma operação complexa para a retirada da vítima. O corpo estava parcialmente submerso, preso em galhadas e a cerca de quatro metros da margem do rio.
As equipes precisaram aguardar a chegada da perícia e da Polícia Científica para a realização dos levantamentos necessários antes da remoção.
Em entrevista à RIC Record Maringá, o sargento Filipac, do Corpo de Bombeiros, explicou que a complexidade do terreno e a necessidade dos procedimentos periciais prolongaram a operação de resgate por várias horas.
A Polícia Científica recolheu o corpo para a realização dos exames periciais, enquanto a Polícia Civil do Paraná informou que tanto a identificação oficial da vítima quanto a causa da morte ainda dependem da conclusão dos laudos técnicos.
Família recebeu novas informações da investigação
Após acompanharem os procedimentos realizados no IML de Paranavaí, os familiares e a advogada Josiane Monteiro Bichet estiveram na Delegacia de Nova Londrina para uma reunião com a delegada responsável pelo caso, Angélica Ferreira.
Segundo a defesa, durante a conversa foram apresentados elementos da investigação que aumentaram a convicção da família de que o corpo encontrado pode realmente ser o de Eulália. Os detalhes dessas evidências, no entanto, não foram divulgados para não comprometer o andamento das investigações.
Com base nessas informações, a advogada decidiu ingressar com o pedido de liberação do corpo antes mesmo da conclusão do exame de DNA e também formalizou o requerimento para a realização de novas buscas na região onde a vítima foi encontrada.
A Polícia Civil informou ainda que já existe planejamento para novas diligências no local e que equipes continuam ouvindo moradores da região e coletando informações que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.
Desaparecimento mobilizou buscas em Maringá e Nova Londrina
Eulália Farias Pinheiro desapareceu após sair de Maringá e embarcar em um ônibus com destino a Nova Londrina. Desde então, familiares, amigos e forças de segurança passaram a investigar os últimos passos da idosa e a reconstruir seu trajeto entre as duas cidades.
Durante as buscas, imagens obtidas mostraram Eulália caminhando nas proximidades da residência e posteriormente utilizando o transporte coletivo próximo à rodoviária de Maringá.
A Polícia Civil chegou a informar que não havia confirmação de que a idosa tivesse desembarcado no destino inicialmente informado, o que levou os investigadores a intensificarem a análise de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas.
Segundo a delegada Angélica Ferreira, a ausência de monitoramento interno no terminal rodoviário de Nova Londrina dificultou parte da investigação inicial.
Uma das linhas investigadas apontava a possibilidade de que Eulália tivesse deixado Maringá voluntariamente para encontrar uma pessoa com quem manteria um relacionamento. A hipótese, entretanto, permanecia em apuração e nunca foi oficialmente confirmada pelas autoridades.
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