A chacina em Icaraíma, no noroeste do Paraná, completa nove meses nesta terça-feira, 5, data em que a Polícia Civil do Paraná divulgou uma atualização oficial sobre o andamento das investigações. O marco temporal carrega ainda um peso simbólico para a família de Alencar Gonçalves de Souza Giron, uma das quatro vítimas do crime: neste mesmo dia, ele completaria 37 anos.

Em nota divulgada pelo delegado Thiago Andrade, da Delegacia de Polícia de Icaraíma, a corporação informou que o inquérito policial segue em andamento, sob sigilo absoluto, e continua sendo tratado como prioridade máxima.
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Segundo a Polícia Civil, as investigações avançam de forma ininterrupta com apoio técnico especializado, incluindo análise de dados, perícias de balística, genética molecular e extração de informações de dispositivos eletrônicos apreendidos durante as diligências.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública também segue prestando suporte operacional e estrutural às equipes envolvidas na apuração. Outro ponto destacado pela corporação é que os principais investigados pela chacina continuam foragidos da Justiça.
Equipes policiais de diferentes unidades permanecem mobilizadas para localizá-los. A Polícia Civil reforçou o pedido para que informações que possam ajudar na captura sejam repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181 ou diretamente à Delegacia de Polícia de Icaraíma.
Chacina em Icaraíma completa 9 meses sem desfecho
O crime ocorreu em agosto de 2025 e segue como um dos casos de maior repercussão criminal recente no Paraná. As investigações apontam que Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira foram mortos após uma emboscada ligada a um conflito financeiro envolvendo uma propriedade rural.

Segundo a apuração, as vítimas foram executadas com disparos de diferentes calibres, o que indica a atuação de mais de um atirador. Após o assassinato, a caminhonete onde estavam foi escondida em um bunker subterrâneo. Os corpos foram encontrados semanas depois em uma área de mata.
Os principais suspeitos apontados pela investigação são Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, que seguem foragidos.

Aniversário de Alencar amplia dor da família
A data em que a chacina completa nove meses também seria de celebração para a família de Alencar. Em relato recente, a irmã dele, Alesandra Gonçalves de Souza, falou sobre a dor de enfrentar o 5 de maio sem o tradicional encontro familiar para comemorar o aniversário.
“Dia 5 de maio não vai ser só nove meses da perda do Alencar, mas seria o aniversário dele. Então, para nós, vai ser um dia muito difícil.” Ela relembrou que a família costumava fingir esquecer a data ao longo do dia para preparar uma surpresa à noite, com bolo e parabéns.
Com informações do Obemdito.


