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Desaparecimento de primas de 18 anos completa um mês; veja a principal linha de investigação

O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida completou um mês nesta quinta-feira, 21. As jovens foram vistas pela última vez na madrugada de 21 de abril, em uma boate de Paranavaí, e desde então não mantiveram mais contato com familiares.

O caso, que mobiliza forças policiais do Paraná e também de outros estados, é tratado pela Polícia Civil do Paraná como um possível duplo homicídio. O principal suspeito é Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, que segue foragido desde o dia 29 de abril, quando teve a prisão preventiva decretada.

De acordo com o delegado Luiz Fernando Alves Silva, a linha investigativa considera a possibilidade de feminicídio, dependendo do avanço das apurações.

“Pelo tempo de desaparecimento e pela dinâmica dos fatos, a principal linha de investigação seria um duplo homicídio”, afirmou o delegado.

As investigações apontam que Clayton utilizava o nome falso de “Davi” e teria convidado as primas para uma festa em Paranavaí. Imagens de câmeras de segurança mostram as jovens saindo de Cianorte na noite de 20 de abril em uma caminhonete conduzida pelo suspeito.

Horas depois, o veículo foi filmado passando por Jussara, onde uma das primas buscou uma mochila na residência da mãe. Em seguida, o trio seguiu viagem pela PR-323 sentido Maringá.

Já na madrugada do dia 21, as jovens fizeram publicações nas redes sociais. Em uma delas, escrita dentro da caminhonete, aparecia a frase: “Qual será o nosso destino KKKK”.

Por volta da 1h10, Clayton e as primas foram filmados entrando em uma boate de Paranavaí. Imagens internas do estabelecimento mostram as jovens caminhando de mãos dadas e também ao lado do suspeito.

Segundo a investigação, o último acesso de Sttela à internet ocorreu às 3h17 daquela madrugada. Já Letycia teria deixado de se conectar ainda antes, por não possuir pacote de dados móveis.

Dias depois, Clayton retornou sozinho a Cianorte, sem a caminhonete utilizada na viagem. Conforme a Polícia Civil, ele saiu novamente da cidade utilizando uma motocicleta e sem telefone celular.

A investigação também revelou que o suspeito já possuía um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo praticado em 2023, em Apucarana. A caminhonete usada por ele no dia do desaparecimento das primas era clonada, segundo a polícia.

Na última sexta-feira (15), a ex-companheira do suspeito, uma jovem de 23 anos, foi presa temporariamente em Paraguaçu Paulista. Ela é investigada por supostamente prestar apoio financeiro e logístico ao foragido.

Conhecido também pelos apelidos de “Sagaz” e “Dog Dog”, Clayton frequentava festas e baladas na região de Cianorte.

A Polícia Civil segue realizando diligências e reforça que informações sobre o paradeiro do suspeito ou das jovens podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181, 190 e 197.

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