Familiares e amigos do motociclista Gabriel Ávila Lopes, de 22 anos, realizaram uma manifestação no início da noite desta segunda-feira, 15, em frente à Catedral de Maringá, para pedir justiça pela morte do jovem, vítima de um grave acidente de trânsito registrado na Avenida Doutor Alexandre Rasgulaeff.
Vestindo camisetas estampadas com a foto de Gabriel e segurando faixas com mensagens de apelo, os participantes demonstraram indignação diante do andamento das investigações. A principal revolta da família é o fato de o motorista do Honda City envolvido no acidente ainda não ter prestado depoimento oficial à polícia.
Você pode se interessar por: Empresa de Maringá lança Curso Online para Ensinar Como Faturar de R$ 5.000 a R$ 20.000 por Mês com Inteligência Artificial.
Após a colisão ocorrida na noite do dia 3 de junho, o condutor do carro permaneceu no local por alguns minutos, mas deixou o veículo e saiu antes da chegada das equipes de atendimento e das autoridades.
Desde então, de acordo com a família, apenas o advogado do motorista compareceu à Delegacia de Trânsito de Maringá. Durante o ato, a mãe de Gabriel, Roberta Ávila Lopes, falou emocionada sobre a perda do filho e cobrou responsabilização. “Meu filho tinha uma vida inteira pela frente. Era trabalhador, estava construindo seus sonhos e agora nós só queremos justiça”, desabafou. Roberta relatou ainda que Gabriel era um jovem dedicado ao trabalho, ajudava financeiramente nas despesas da casa e mantinha uma relação próxima com a família.
Defesa do motorista diz que investigado está à disposição
Em resposta ao GMC Online, o advogado do motorista envolvido no acidente, Roberto Ekuni, afirmou que tenta contato com a família da vítima para prestar auxílio e esclareceu que o investigado ainda não foi ouvido em razão do andamento do inquérito policial.
“Sou advogado do motorista e estou há dias tentando contato com a família da vítima para prestar o auxílio devido. Inclusive tentei por quem se diz advogado da família, mas até agora silêncio. Se alguém souber como me contatar com a família, agradecia”, declarou. O advogado explicou ainda que, conforme prevê o Código de Processo Penal, o interrogatório costuma ocorrer como uma das últimas etapas do inquérito policial.
“A legislação brasileira estabelece que o interrogatório é o último ato do inquérito. Ainda existem diligências pendentes a serem cumpridas pela autoridade policial, esse é o motivo pelo qual o acusado ainda não foi interrogado”, afirmou. Em nota enviada ao GMC Online, a defesa reforçou que o motorista permanece à disposição da Justiça e colaborando com as investigações.
“A defesa do motorista envolvido no acidente ocorrido na Avenida Alexandre Rasgulaeff, em Maringá, no dia 04 de junho, vem a público prestar esclarecimentos. O inquérito policial está sendo conduzido com celeridade pelos policiais civis da Delegacia de Trânsito de Maringá. Ainda há diligências pendentes de cumprimento, o que decorre do regular andamento das investigações. O interrogatório do investigado será realizado tão logo essas diligências estejam concluídas”, diz trecho da nota.
Ainda conforme a defesa, foram realizadas tentativas de contato com a família da vítima e com quem se apresenta como representante legal para oferecer auxílio, mas sem retorno até o momento.


