A sexta-feira (19) foi marcada por uma sequência de crimes violentos em Maringá. Em um intervalo inferior a seis horas, duas pessoas foram executadas e uma terceira ficou ferida em atentados registrados em diferentes regiões da cidade. Os casos mobilizaram equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que agora trabalham para esclarecer as circunstâncias e possíveis conexões entre os crimes.
Jovem é executado em frente ao trabalho
O primeiro homicídio ocorreu durante a manhã, na Rua Joubert Carvalho, próximo ao cruzamento com a Avenida São Paulo, na região central da cidade. A vítima foi identificada como Jailton Chaves dos Santos Junior, de 27 anos, natural de Feira de Santana (BA).
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Segundo as investigações iniciais, Jailton aguardava o início do expediente em frente ao local onde trabalhava, após retornar de uma consulta odontológica, quando foi surpreendido por criminosos que chegaram em um Fiat Mobi. Um dos ocupantes desceu do veículo e efetuou diversos disparos contra o jovem, que morreu antes da chegada do socorro.
A rápida atuação da Polícia Militar resultou na prisão de três suspeitos apontados como autores da execução. Foram detidos Rone Clay Borges Silva, de 25 anos, Arthur Carvalho de Souza, de 18 anos, e Samuel Santos Santana Brito, de 21 anos, todos moradores de Feira de Santana.
De acordo com a polícia, o trio teria percorrido mais de 2,2 mil quilômetros da Bahia até Maringá com o objetivo de executar a vítima. Durante a fuga, os suspeitos utilizavam um Fiat Mobi com placas adulteradas. Um erro na rota de fuga acabou sendo decisivo para a prisão dos envolvidos, que passaram pelas proximidades do 4º Batalhão da Polícia Militar, chamando a atenção das equipes que já estavam mobilizadas após o homicídio.
Uma testemunha conseguiu anotar a placa do veículo utilizado na fuga e repassou a informação ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Poucos minutos depois, o carro foi localizado na Avenida Tuiuti, nas proximidades da Avenida Colombo, e os três suspeitos foram presos sem resistência.
Com eles, os policiais apreenderam uma pistola, dois carregadores, uma balaclava, aparelhos celulares e placas veiculares adulteradas.
A motivação do crime ainda não foi oficialmente confirmada. Uma das linhas investigativas aponta para um possível conflito relacionado à prática de agiotagem na Bahia. Outra hipótese apurada pela Polícia Civil é a possível participação de integrantes de uma facção criminosa. As investigações prosseguem para identificar eventuais mandantes e esclarecer a real motivação da execução.
Segundo atentado termina com um morto e um ferido
Poucas horas depois, já no início da tarde, um novo atentado foi registrado na Avenida Alziro Zarur, nas proximidades do Restaurante Popular, na zona norte de Maringá.
As vítimas foram identificadas como Jurandir Ramos Junior, de 36 anos, e Vinnicius Izidoro Almeida, também de 36 anos. Os dois estavam em um Ford Escort juntamente com outros dois colegas de trabalho. O grupo havia acabado de deixar o Restaurante Popular e seguia para o trabalho quando foi surpreendido por um homem encapuzado.
Segundo informações levantadas pela Polícia Militar, o suspeito se aproximou do veículo e efetuou diversos disparos. O alvo principal seria Jurandir, que ocupava o banco traseiro do automóvel. Durante o ataque, Vinnicius, que também estava sentado no banco de trás, foi atingido por um tiro no braço.
Após os disparos, o motorista do veículo socorreu as vítimas e as encaminhou por meios próprios ao Hospital Universitário de Maringá. Apesar dos esforços médicos, Jurandir não resistiu aos ferimentos e morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Jurandir era morador do município de Floresta e possuía diversas passagens pela polícia. Já Vinnicius, residente em Sarandi, não possui antecedentes criminais, conforme levantamento preliminar realizado pelas autoridades.
Após o atentado, o criminoso fugiu correndo em direção a uma área de mata próxima ao local e não foi localizado. Durante a perícia inicial, os policiais encontraram uma cápsula deflagrada de pistola calibre 9 milímetros.
O delegado Adriano Garcia e investigadores da Delegacia de Homicídios estiveram no local realizando os primeiros levantamentos e recolhendo imagens de câmeras de monitoramento que possam auxiliar na identificação do autor dos disparos.
Violência preocupa autoridades
Com os dois homicídios registrados em menos de seis horas e uma pessoa ferida, a sexta-feira entra para a estatística dos dias mais violentos do ano em Maringá. Apesar da proximidade temporal entre os crimes, até o momento não há informações que indiquem ligação entre os casos.
A Polícia Civil segue investigando ambos os atentados e busca esclarecer as motivações, identificar possíveis envolvidos e responsabilizar os autores dos crimes.




