A polícia confirmou a prisão de Carlos Eduardo Buscariollo, filho e irmão dos principais suspeitos da chacina registrada em Icaraíma, no noroeste do Paraná. A prisão aconteceu no estado de São Paulo durante uma ação relacionada ao crime de tráfico de drogas. Segundo as primeiras informações divulgadas pelas autoridades, Carlos Eduardo não teria participação direta na execução da chacina. Apesar disso, ele pode se tornar peça importante nas investigações, já que a polícia tenta localizar o pai e o irmão dele, considerados alvos principais do caso. A prisão foi confirmada há pouco pelas forças de segurança, que seguem realizando diligências e levantando novas informações sobre a ocorrência. As investigações continuam em andamento, e a expectativa é de que novos detalhes sejam divulgados nas próximas horas pela polícia.
O CRIME
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A chacina em Icaraíma, no noroeste do Paraná, completa nove meses nesta terça-feira, 5, data em que a Polícia Civil do Paraná divulgou uma atualização oficial sobre o andamento das investigações. O marco temporal carrega ainda um peso simbólico para a família de Alencar Gonçalves de Souza Giron, uma das quatro vítimas do crime: neste mesmo dia, ele completaria 37 anos.

Em nota divulgada pelo delegado Thiago Andrade, da Delegacia de Polícia de Icaraíma, a corporação informou que o inquérito policial segue em andamento, sob sigilo absoluto, e continua sendo tratado como prioridade máxima.
Segundo a Polícia Civil, as investigações avançam de forma ininterrupta com apoio técnico especializado, incluindo análise de dados, perícias de balística, genética molecular e extração de informações de dispositivos eletrônicos apreendidos durante as diligências.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública também segue prestando suporte operacional e estrutural às equipes envolvidas na apuração. Outro ponto destacado pela corporação é que os principais investigados pela chacina continuam foragidos da Justiça.
Equipes policiais de diferentes unidades permanecem mobilizadas para localizá-los. A Polícia Civil reforçou o pedido para que informações que possam ajudar na captura sejam repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181 ou diretamente à Delegacia de Polícia de Icaraíma.
Chacina em Icaraíma completa 9 meses sem desfecho
O crime ocorreu em agosto de 2025 e segue como um dos casos de maior repercussão criminal recente no Paraná. As investigações apontam que Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira foram mortos após uma emboscada ligada a um conflito financeiro envolvendo uma propriedade rural.

Segundo a apuração, as vítimas foram executadas com disparos de diferentes calibres, o que indica a atuação de mais de um atirador. Após o assassinato, a caminhonete onde estavam foi escondida em um bunker subterrâneo. Os corpos foram encontrados semanas depois em uma área de mata.
Os principais suspeitos apontados pela investigação são Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, que seguem foragidos.

Aniversário de Alencar amplia dor da família
A data em que a chacina completa nove meses também seria de celebração para a família de Alencar. Em relato recente, a irmã dele, Alesandra Gonçalves de Souza, falou sobre a dor de enfrentar o 5 de maio sem o tradicional encontro familiar para comemorar o aniversário.
“Dia 5 de maio não vai ser só nove meses da perda do Alencar, mas seria o aniversário dele. Então, para nós, vai ser um dia muito difícil.” Ela relembrou que a família costumava fingir esquecer a data ao longo do dia para preparar uma surpresa à noite, com bolo e parabéns.
Com informações do Obemdito.



