O foragido da Justiça Jefferson de Brito Soares de Aguiar, de 31 anos, conhecido pelo apelido de “Jefão”, foi preso durante uma ação conjunta realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Maringá, pelo Setor de Inteligência da 9ª Subdivisão Policial de Maringá e por investigadores do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão. A prisão aconteceu na última segunda-feira (18), no município de Araruna.
Jefferson possuía mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça e é apontado pela Polícia Civil como o suposto mandante do assassinato do adolescente Victor Rafael de Barros Dias, de 16 anos, executado a tiros em setembro de 2025, em Maringá.
Você pode se interessar por: Empresa de Maringá lança Curso Online para Ensinar Como Faturar de R$ 5.000 a R$ 20.000 por Mês com Inteligência Artificial.
Segundo as investigações, Jefferson teria ordenado que Igor Bueno de Lima, de 22 anos, matasse o próprio amigo. O crime ocorreu no dia 16 de setembro de 2025, em uma residência localizada na Rua Pioneira Angelina Buozi Rigolim, no Conjunto Residencial Cidade Alta II.
Dias após o homicídio, Igor Bueno procurou espontaneamente a Delegacia da Polícia Civil de Maringá e se entregou às autoridades. Contra ele, a 1ª Vara Criminal de Maringá havia expedido um mandado de prisão temporária com validade de 30 dias. Igor é investigado pela DHPP como o autor dos disparos que mataram o adolescente.
De acordo com a apuração policial, Victor estava reunido com amigos fumando narguilé quando um homem armado, usando capacete e balaclava, invadiu a residência e efetuou diversos disparos contra o jovem. Testemunhas relataram que o portão e a porta do imóvel foram abertos momentos antes, pois a vítima acreditava que uma prima havia solicitado um carro por aplicativo.
O criminoso efetuou ao menos 12 disparos. Equipes de socorro foram acionadas, mas o adolescente não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Durante a perícia, a Polícia Científica recolheu 12 cápsulas deflagradas de pistola dentro da residência.
As investigações também revelaram que Victor já havia sido alvo de uma tentativa de homicídio meses antes, no mesmo endereço. Na ocasião, ele conseguiu fugir pelos fundos da casa. Durante aquele atentado, um motorista de aplicativo acabou sendo baleado por engano.
A motivação do crime segue sendo investigada pela Polícia Civil, principalmente pelo fato de a vítima e o suspeito manterem amizade. Conforme informações apuradas pela polícia, os pais de Victor estão presos por envolvimento com o tráfico de drogas.








