A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu neste sábado (27), na região de Pavia, próxima a Milão, na Itália, João Guilherme Correa, de 35 anos, considerado foragido da Justiça brasileira. A captura foi resultado de uma operação de cooperação internacional entre autoridades brasileiras e italianas.

Correa era alvo de dois mandados de prisão. O primeiro é referente à condenação definitiva de 35 anos, dois meses e 15 dias de reclusão pelo homicídio qualificado de um casal. O segundo é um mandado de prisão preventiva pelos crimes de racismo e apologia ao nazismo.
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Segundo a Polícia Civil, as investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Sarandi foram fundamentais para localizar o investigado. Durante as diligências, equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a familiares e pessoas próximas ao foragido, no município de Sarandi.
No decorrer da investigação, os policiais apreenderam aparelhos celulares e reuniram informações que indicavam que Correa havia deixado o Brasil com destino à Europa. Os elementos obtidos subsidiaram o trabalho de cooperação internacional, permitindo sua localização e prisão em território italiano.
De acordo com o delegado William Araújo Ribeiro, a integração entre os órgãos de persecução penal foi decisiva para o sucesso da operação. “As informações obtidas pela equipe de investigação permitiram a localização e a prisão do investigado em território italiano”, afirmou.
João Guilherme Correa foi condenado por matar a tiros Bernardo Pedroso e Renata Ferreira, em 2009, no município de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. Conforme a denúncia do Ministério Público, ele era apontado como um dos líderes da organização neonazista internacional Hammerskin Nation no Brasil, e o crime teria sido motivado por uma disputa interna pela liderança do grupo. O assassinato ocorreu após uma festa realizada em comemoração aos 120 anos do nascimento do ditador Adolf Hitler.
Em 2022, Correa já havia sido preso durante uma reunião de integrantes de grupos neonazistas em Santa Catarina. Posteriormente, permaneceu em prisão domiciliar até março de 2025, quando foi condenado pelo duplo homicídio. Antes do cumprimento da pena, no entanto, fugiu do país.
Em outubro do ano passado, a Interpol emitiu um alerta vermelho contra o investigado, classificando-o como perigoso, violento e com risco de fuga.
Após a prisão, João Guilherme Correa permanecerá sob custódia das autoridades italianas, aguardando os procedimentos legais relacionados ao processo de extradição para o Brasil.
Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN).


