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Lua, Vênus, Júpiter e Mercúrio se encontram no céu de Maringá e região; veja o melhor horário para observar o fenômeno

Quem perdeu o espetáculo astronômico registrado nesta quarta-feira, 17, terá uma nova oportunidade nesta quinta-feira, 18. Logo após o pôr do sol, moradores de diversas regiões do Brasil, incluindo Maringá e cidades vizinhas, poderão observar um alinhamento aparente entre a Lua crescente e três planetas visíveis a olho nu: Mercúrio, Vênus e Júpiter.

O fenômeno tem despertado a atenção de observadores e amantes da astronomia por reunir, em uma mesma faixa do céu, alguns dos astros mais brilhantes visíveis da Terra. A recomendação é procurar um local com horizonte livre e pouca interferência de nuvens para acompanhar o evento.

Segundo o professor de Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Marcos Cesar Danhoni Neves, a formação ocorre devido à posição dos corpos celestes em relação ao observador terrestre.

“É possível ver uma diagonal que vai da Lua passando por Vênus, Júpiter e Mercúrio. Então, vamos ter três planetas alinhados com a Lua. Esse alinhamento poderá ser visto já a partir das 19h desta quinta-feira”.

Por que ocorre o alinhamento entre Lua e planetas?

Embora a cena pareça rara, alinhamentos envolvendo dois ou três planetas são relativamente frequentes. Isso acontece porque cada planeta percorre sua órbita ao redor do Sol em velocidades diferentes, criando, de tempos em tempos, perspectivas visuais que fazem os astros parecerem próximos no céu.

“Vênus e outros planetas podem parecer muito próximos da Lua em determinados momentos porque observamos todos esses corpos projetados na mesma região do céu. Eles estão próximos opticamente, mas não fisicamente”, explica o professor.

De acordo com Danhoni Neves, a diferença entre os períodos orbitais dos planetas favorece essas coincidências visuais.

“Mercúrio, por exemplo, realiza aproximadamente três voltas ao redor do Sol durante o período em que a Terra completa uma. Vênus tem um período orbital de cerca de 225 dias, enquanto Júpiter leva aproximadamente 12 anos para completar sua órbita. Por isso, essas coincidências visuais acabam acontecendo regularmente”, afirma.

Vênus chama atenção pelo brilho intenso

Entre os astros visíveis no alinhamento, Vênus costuma ser o destaque. Popularmente conhecido como “Estrela-d’Alva” ou “Estrela Vespertina”, o planeta é o objeto mais brilhante do céu noturno depois da Lua.

Apesar do apelido popular, Vênus não é uma estrela. Seu brilho excepcional é resultado da intensa reflexão da luz solar por sua atmosfera espessa, composta principalmente por dióxido de carbono e envolta por densas camadas de nuvens altamente reflexivas.

Além disso, a relativa proximidade entre Vênus e a Terra contribui para que o planeta seja facilmente identificado sem o auxílio de telescópios ou binóculos.

Fenômeno astronômico pode ser observado sem telescópio

A boa notícia para os curiosos é que o alinhamento entre a Lua e os planetas poderá ser acompanhado a olho nu. Basta que as condições climáticas sejam favoráveis e o céu esteja limpo no início da noite.

Na astronomia, esse tipo de aproximação aparente recebe o nome de conjunção. O termo é utilizado quando dois ou mais corpos celestes parecem ocupar uma mesma região do céu quando observados da Terra.

Mesmo sendo um evento relativamente comum para os astrônomos, a conjunção entre Lua, Vênus, Júpiter e Mercúrio continua encantando observadores e proporcionando belas imagens do céu logo após o anoitecer.

VIA GMC – ONLINE