Um ano após o desaparecimento de uma moradora de 44 anos, a família ainda convive com a angústia da falta de respostas e espera que a investigação consiga esclarecer o que aconteceu naquele 8 de julho de 2025, quando ela saiu para trabalhar em Maringá e nunca mais retornou para casa.
Cristiane dos Santos Juchem desapareceu na manhã daquela terça-feira após sair para o trabalho na cidade. Desde então, familiares vivem uma rotina marcada pela incerteza, enquanto a Delegacia de Homicídios da Polícia Civil mantém as investigações em andamento.
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O último contato com os filhos ocorreu por meio de mensagens enviadas pelo celular da mulher. Na ocasião, Cristiane informou que permaneceria na casa de uma amiga e que tentaria contratar um frete para retirar seus pertences da residência onde morava. No entanto, ela nunca revelou a identidade dessa amiga e nenhum transporte chegou a buscar os objetos.
Segundo a família, Cristiane enfrentava um período delicado na vida pessoal e estava em processo de separação. De acordo com os relatos dos familiares, a decisão de deixar a residência foi tomada após ela descobrir problemas financeiros relacionados ao pagamento do aluguel do imóvel.
A intenção era se mudar para a casa da mãe, em Nova Esperança, município localizado a cerca de 44 quilômetros de Maringá. Dias antes do desaparecimento, ela pediu ajuda aos filhos para organizar seus pertences em caixas, preparando a mudança. O trabalho foi concluído na segunda-feira, 7 de julho de 2025, enquanto Cristiane estava fora de casa. Porém, ela nunca retornou para buscar os objetos.
As últimas mensagens enviadas aos filhos
O filho da desaparecida, Gabriel Santos, relembra que começou a estranhar a ausência da mãe ainda na noite do desaparecimento. “Assim que a minha irmã voltou da escola, nós terminamos de arrumar as coisas, mas minha mãe não respondia às mensagens”, recorda.
Horas depois, a filha recebeu uma mensagem enviada pelo telefone de Cristiane informando que ela permaneceria na casa de uma amiga. O conteúdo, entretanto, não mencionava nome, endereço ou qualquer informação que pudesse indicar onde ela estaria.
Na manhã do dia seguinte, por volta das 8h30, uma nova mensagem foi enviada. Desta vez, Cristiane dizia que continuaria na residência da amiga e que tentaria contratar um frete para retirar os pertences que haviam sido separados pelos filhos. A mensagem também continha um pedido que, desde então, permanece marcado na memória da família: ela pediu para que a filha tivesse “paz no coração”. Depois disso, não houve mais contato.
Publicação na rodoviária e desaparecimento
Pouco antes de desaparecer, uma publicação realizada no perfil da mulher indicava que ela estaria na Rodoviária de Maringá. Após essa postagem, Cristiane deixou de responder mensagens e ligações e nunca mais foi vista.
“Minha mãe estava passando por problemas pessoais e no relacionamento, mas nada que justificasse desaparecer da vida dos filhos e da família”, afirmou Gabriel.
Investigação segue aberta
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, que ao longo do último ano realizou diversas diligências para tentar esclarecer o desaparecimento.
Em novembro de 2025, equipes realizaram uma varredura na residência onde Cristiane morava antes de desaparecer. Para a operação, foi utilizado um radar capaz de identificar possíveis vestígios enterrados no terreno.
Nenhuma evidência foi localizada durante as buscas e, até o momento, não existe confirmação de que a mulher tenha sido vítima de homicídio. Durante os trabalhos, os investigadores encontraram um aparelho celular e um pedaço de cabelo cortado dentro do imóvel. Havia a suspeita de que os materiais pudessem pertencer à desaparecida.
Os resultados das análises desses itens, porém, nunca foram divulgados oficialmente. O ex-marido de Cristiane prestou depoimento durante as investigações. Embora tenham sido apontadas divergências em suas declarações, ele não foi formalmente apontado pela polícia como suspeito pelo desaparecimento.
Família não perde a esperança
Um ano depois, a dor da ausência continua presente na rotina dos familiares, que seguem aguardando respostas e cobrando esclarecimentos sobre o caso. “Foi um ano de muita aflição, mas a família da minha mãe não desistiu de descobrir a verdade e queria justiça”, afirmou Gabriel.
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