Há 11 meses sem notícias de Cristiane dos Santos Juchem, a família segue em busca de respostas sobre o desaparecimento da mulher de 44 anos. Nesta quarta-feira, 24, familiares estiveram na Delegacia de Homicídios de Maringá para acompanhar o andamento das investigações e receber novas informações sobre o caso, que completa um ano no próximo mês.
Moradora de Maringá na época do desaparecimento, Cristiane era natural da região e mantinha fortes vínculos com a família em Nova Esperança. Ela desapareceu em julho do ano passado após sair de casa para trabalhar e nunca mais retornar.
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Durante a reunião realizada na Divisão de Homicídios, o filho de Cristiane, Gabriel dos Santos, e o irmão dela conversaram com o delegado Adriano Garcia, responsável pelas investigações. Segundo os familiares, a polícia apresentou novos detalhes sobre o andamento do inquérito, que segue em andamento.
Caso mobiliza família há quase um ano
O desaparecimento de Cristiane completará um ano em julho e continua cercado de dúvidas. Desde o início das investigações, familiares afirmam que ela mantinha contato frequente com os três filhos e que não havia qualquer indicativo de que pretendesse desaparecer voluntariamente.
Na época, Cristiane enfrentava um processo de separação e se preparava para deixar a residência onde vivia com o então marido, em Maringá. A mudança para a casa da mãe, em Nova Esperança, já estava sendo organizada quando ela desapareceu. Dias antes, os filhos ajudaram a embalar os pertences da mãe. No entanto, após sair para trabalhar, ela não voltou para casa nem buscou os objetos que estavam separados para a mudança.
Mensagens antes do desaparecimento
As últimas mensagens recebidas pelos filhos foram enviadas nos dias seguintes ao desaparecimento. Em uma delas, Cristiane informou que estava na casa de uma amiga, sem revelar quem seria essa pessoa ou onde ela morava. Posteriormente, ela publicou uma localização indicando que estava na Rodoviária de Maringá. Depois disso, não houve mais contato com familiares ou amigos.

O filho, Gabriel, já havia relatado que a mãe enfrentava dificuldades pessoais e problemas relacionados ao relacionamento, mas destacou que nada justificaria o rompimento total dos laços familiares.
Investigação segue em andamento
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de Maringá. Durante as apurações, o ex-marido de Cristiane foi ouvido e colaborou inicialmente com a investigação, entregando aparelhos eletrônicos para análise.
Ao longo do inquérito, os investigadores identificaram divergências em versões apresentadas durante o primeiro depoimento. Por esse motivo, novas diligências foram realizadas, incluindo buscas na residência onde o casal morava.
Em uma das ações, policiais utilizaram equipamentos para verificar possíveis vestígios enterrados no terreno. Nenhuma evidência foi encontrada. No entanto, um celular e um pedaço de cabelo cortado foram localizados no imóvel e encaminhados para perícia.

Até o momento, a Polícia Civil não confirma a ocorrência de um homicídio e afirma que todas as hipóteses continuam sendo analisadas. Via GMC-online



