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Vendedores são presos em Maringá após clientes relatarem contratação de consórcios como se fossem financiamentos

Dois vendedores foram presos em flagrante na manhã desta quarta-feira, 8, em Maringá, durante uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto esquema envolvendo anúncios de imóveis e a venda de cartas de crédito de consórcio apresentadas aos clientes como se fossem financiamentos imobiliários.

Segundo o delegado de estelionatos, Fernando Garbelini, a investigação começou há alguns meses, após vítimas procurarem a polícia relatando que acreditavam estar comprando a casa própria.

De acordo com as investigações, os interessados encontravam anúncios de imóveis nas redes sociais com preços e parcelas muito abaixo dos praticados no mercado. Ao procurarem a empresa, acabavam contratando cartas de crédito de consórcio, imaginando que estavam adquirindo um financiamento imobiliário.

“A pessoa acreditava que estava comprando uma casa, mas, na verdade, estava adquirindo uma carta de crédito de consórcio”, afirmou o delegado. Ainda conforme a Polícia Civil, a empresa investigada utilizava anúncios de imóveis reais, inclusive de imobiliárias de outras cidades, que eram republicados com valores reduzidos para atrair clientes.

As investigações apontam que as cartas de crédito comercializadas existiam e eram válidas. O problema, segundo a polícia, estaria na forma como os consumidores eram convencidos a contratar o produto.

Em muitos casos, as vítimas utilizavam dinheiro que haviam guardado como entrada para a compra do imóvel. No entanto, os valores eram destinados à administradora do consórcio e os clientes não conseguiam acesso imediato ao crédito nem concretizavam a compra da residência anunciada.

As prisões ocorreram durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na empresa investigada. Durante a ação, os policiais apreenderam documentos e fichas cadastrais de clientes.

Enquanto as equipes estavam no local, uma nova vítima chegou à empresa e relatou ter passado pela mesma situação. Ela afirmou aos policiais que havia ido ao estabelecimento para adquirir uma casa anunciada pela empresa.

Diante dos elementos encontrados e do relato da nova vítima, a Polícia Civil entendeu haver situação de flagrante e prendeu os vendedores que estavam no local. O inquérito policial foi instaurado inicialmente com o relato de dez vítimas, mas a Polícia Civil acredita que o número de pessoas prejudicadas pode ser muito maior.

“Nós imaginamos que sejam dezenas de vítimas. Esperamos que, com a divulgação do caso, outras pessoas nos procurem nas próximas semanas”, disse o delegado Fernando Garbelini. Até o momento, o valor total do prejuízo causado pelo suposto esquema ainda não foi calculado. As investigações continuam para identificar a extensão do caso e o número exato de vítimas.

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VIA GMC – ONLINE