A investigação sobre o caso que chocou o noroeste do Paraná ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira, 13. A Polícia Civil apontou que uma discussão iniciada durante uma confraternização pode ter sido o estopim para a morte de uma mulher identificada como Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e da filha dela, Maria Laura Roman Talaska, de 3 anos, após o carro da família afundar no Rio Paraná, em Porto Rico (PR).

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De acordo com as novas apurações, o desentendimento entre Márcio Talaska e a esposa Iria Costa Talaska teria começado ainda na festa. Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que a mulher pediu para ouvir uma música com temática de traição, que também abordava o comportamento de um homem narcisista. O pedido teria provocado irritação no marido, que deixou o local de forma repentina, sem se despedir dos demais presentes.
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Segundo os depoimentos, o homem já saiu dirigindo o veículo e permaneceu na condução até o momento em que o carro entrou na rampa de acesso ao rio e acabou submerso – veja no vídeo no fim da reportagem. A informação reforça a linha investigativa que contradiz a versão apresentada inicialmente por ele, de que a esposa estaria ao volante.
A família, que mora em Nova Londrina, participava do encontro após visitar o filho mais velho, de 19 anos. Pouco tempo depois de deixarem a confraternização, ocorreu a tragédia. Outro ponto importante revelado na atualização do caso é o laudo pericial, que confirmou que as mortes da mãe e da criança ocorreram por afogamento. As vítimas foram encontradas dentro do veículo após buscas realizadas por equipes de resgate.

O homem, de 38 anos, foi preso preventivamente e segue à disposição da Justiça. Ele deve responder pelos crimes de feminicídio e homicídio. A Polícia Civil aguarda a conclusão final do inquérito, que deve ser encerrado nos próximos dias. O caso segue em investigação.
De acordo com a defesa de Márcio, em depoimento, o cliente disse que era a esposa quem estava dirigindo o veículo e que não houve briga entre o casal. “O Márcio foi ouvido perante a autoridade policial, prestou esclarecimentos, inclusive foi liberado, porque nesse momento não existe nenhum tipo de indício, a princípio, de que ele estivesse conduzindo o veículo. Segundo o depoimento prestado por ele mesmo, quem estaria na direção desse veículo, seria sua esposa, e por uma fatalidade, uma tragédia extremamente lastimável, acabou caindo no rio. Por uma situação que ainda nós não conseguimos delimitar, não conseguimos precisar o que aconteceu ali” afirmou o advogado Heitor Bender, em entrevista anterior.



