Uma discussão entre um advogado criminalista e um cliente terminou em homicídio no fim da noite desta terça-feira (19), na Rua Tietê, na Zona 7, em Maringá. O crime mobilizou equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Samu, Polícia Científica e Polícia Civil.
De acordo com informações apuradas no local, o advogado identificado como Rodrigo Gawlinski, de 32 anos, estava no apartamento da vítima consumindo bebidas alcoólicas quando teria começado a esmagar comprimidos de Ritalina e cheirar a substância. O medicamento, à base de metilfenidato, é utilizado no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e atua como estimulante do sistema nervoso central.
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Após o consumo da substância, o suspeito teria apresentado comportamento extremamente agressivo e iniciado uma discussão com Nelson de Souza Pedro, de 48 anos. Durante o desentendimento, o advogado pegou uma faca de cozinha e desferiu diversos golpes contra a vítima, que caiu inconsciente dentro do imóvel. Segundo relatos, mesmo com o homem já caído, as agressões continuaram.
A ex-companheira e a filha da vítima tentaram conter o agressor e entraram em luta corporal para impedir a continuidade do ataque. Conforme a Polícia Militar, o advogado também tentou agredir as duas mulheres, mas elas conseguiram escapar. Durante a confusão, a ex-companheira da vítima utilizou uma panela de pressão para atingir o suspeito na cabeça.
Após o crime, o advogado tentou fugir do apartamento, porém passou mal no corredor do prédio, sofreu uma convulsão e caiu. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros prestaram atendimento no local. O suspeito foi intubado ainda no edifício e encaminhado em estado grave ao hospital, permanecendo sob escolta policial. Assim que receber alta médica, deverá ser levado à Delegacia da Polícia Civil de Maringá.
O local foi isolado para os trabalhos da Polícia Científica. Após a perícia, o corpo da vítima foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Maringá.
Ainda conforme informações da polícia, Nelson havia deixado o sistema prisional há cerca de dois meses e respondia a processos relacionados à Lei Maria da Penha. Rodrigo atuava na defesa do homem e, com o passar do tempo, os dois desenvolveram amizade, passando a frequentar bares e consumir bebidas alcoólicas juntos. A relação terminou de forma trágica e violenta.

















