Um casal de Maringá voltou a denunciar um suposto esquema envolvendo a comercialização de semijoias em consignação e cobra respostas das autoridades sobre o andamento das investigações. Três meses após procurar a equipe da RICtv para relatar o caso, os dois afirmam continuar enfrentando as consequências de processos judiciais baseados em uma dívida que garantem nunca ter contraído.
Segundo os denunciantes, a relação comercial teve início com a entrega de mostruários de semijoias para revenda. Após a comercialização das peças, os valores correspondentes aos produtos vendidos eram pagos normalmente, enquanto os itens não vendidos eram devolvidos.
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Como parte da negociação, notas promissórias eram assinadas no início da parceria como forma de garantia da operação comercial, prática que, segundo o casal, era apresentada como um procedimento padrão do negócio.
O problema, conforme relatam, surgiu meses e até anos depois do encerramento das negociações. De acordo com os denunciantes, essas promissórias passaram a ser utilizadas como base para ações judiciais de cobrança, mesmo após a quitação dos compromissos financeiros relacionados às mercadorias comercializadas.
O casal afirma contestar a autenticidade de parte dos documentos apresentados nos processos e sustenta que não possuía débitos pendentes no momento em que as cobranças foram ajuizadas.
Com a divulgação do caso, outras pessoas de diferentes regiões do Paraná passaram a procurar as autoridades relatando situações semelhantes. Algumas das supostas vítimas afirmam ter sofrido bloqueio de imóveis, apreensão de veículos e restrições sobre outros bens durante a tramitação das ações judiciais.
As denúncias relacionadas ao caso vêm sendo registradas desde 2023. Em maio deste ano, dezenas de pessoas prestaram depoimento à Polícia Civil de Cascavel, responsável pela investigação que busca esclarecer as circunstâncias das acusações e apurar possíveis irregularidades envolvendo as notas promissórias utilizadas nos processos de cobrança.
Outro ponto levantado por parte dos denunciantes é a suspeita de possível favorecimento na tramitação de algumas ações judiciais. Essas alegações também deverão ser analisadas pelas autoridades competentes e, até o momento, não existe conclusão oficial sobre o assunto.
A reportagem procurou o vendedor de semijoias citado nas denúncias para comentar as acusações apresentadas pelas supostas vítimas. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação e eventual posicionamento. As investigações seguem em andamento e são conduzidas pela Polícia Civil.



